Oi! Eu sou o Mario, fundador da Nunosketchbook — e se você chegou até aqui, já deve imaginar que eu sou apaixonado por papelaria. Mas o que talvez você não saiba é como essa paixão virou um projeto de vida (e de muito papel cortado à mão).
Tudo começou quando eu era criança e brincava de escritório com minha irmã. A gente se divertia entre papéis, canetas e clipes como se fosse a coisa mais importante do mundo. E, de certa forma, era. Aquilo já era um pequeno spoiler do que viria depois.
Cresci com esse amor por papelaria no coração, mas até chegar aqui, passei por alguns lugares bem diferentes: trabalhei em rede de fast-food, loja de videogame, laboratório de eletromagnetismo e até em uma gráfica. Experiências bem diversas — e importantes — mas que me deixavam com a sensação de que faltava algo. Eu queria mais do que repetir o mesmo processo todos os dias. Queria liberdade criativa. Queria propósito.
Foi só em 2017 que eu realmente parei e decidi: não quero mais trabalhar com algo que não tenha a ver comigo. No ano seguinte, entrei no curso de Design de Produto. E no primeiro semestre já rolou um desafio que mudou tudo: criar um sketchbook para usar nas aulas.
Sinceramente? O meu ficou meio torto. Mas foi o melhor caderno que eu já tive. Porque ali, pela primeira vez, eu criei algo com liberdade e significado. Foi naquele momento que percebi que queria fazer isso para sempre: criar produtos que fossem mais do que bonitos — que fossem feitos com alma.
Comecei a mostrar a ideia para minha família, ajustei o processo, experimentei materiais, testei formatos. Fui aprendendo com o tempo — e principalmente com as pessoas que conheci nas feiras artesanais, que iam me dando feedback, carinho e coragem pra continuar.
Hoje, a Nuno é meu estúdio, minha oficina, meu cantinho de criar o que eu sempre sonhei usar.
Trabalho rodeado por um grampeador fofo, um suporte de fita adesiva com cara de bichinho, pilhas de papéis, tintas, colas, aromas, tecidos — e muitos Nunos, cada um feito com cuidado, com tempo, com intenção.
E agora também com cheirinhos, porque a Nuno cresceu — e virou papel e aroma.
Criar à mão não é só uma escolha estética. É um lembrete: as coisas feitas com calma ainda têm espaço.
Acreditar no feito à mão é acreditar na força dos detalhes, no valor do imperfeito, na beleza do processo.
Obrigado por ler até aqui, por fazer parte dessa história e por apoiar um sonho que virou produto — e que agora também pode fazer parte da sua rotina.
Nos vemos por aí, com um caderninho (ou uma vela) na mão. 🌸